Agredido por ignorantes !
Ontem na parte da tarde eu fui literalmente agredido por pessoas “ignorantes” !
É uma situação muito chata, perdi um dia que começou produtivo, fiquei muito e visivelmente “sem graça”.
E quem me agrediu foram 2 pessoas de 2 gerações diferentes, uma da que tem entre 16 e 22 anos e a outra que tem quase 60.
Tudo começou quando recebi um telefonema de uma pessoa elogiando um trabalho que eu tinha feito, quem tinha ligado era um camarada, parceiro de trabalho.
Durante a ligação acertamos algumas coisas, ele me passou as instruções para realizar algumas alterações e deixar o trabalho pronto para imprimir. Era um trabalho simples, um documento sobre parte de um projeto que estamos desenvolvendo, eu o digitei no OpenOffice, salvei em PDF, e enviei por e-mail pra ele.
Até aí tudo tranquilo. Quanto eu realizava as alterações, e também durante a montagem do documento, pensava com os meus botões como aquilo ali era uma tarefa simples e eu poderia pedir e até ensinar alguém, que estivesse interessado, a fazer. E enquanto a pessoa fazia eu me ocuparia com outras coisas e adiantaria o meu trabalho.
Após enviar a mensagem para o e-mail do meu colega de trabalho, levantei da minha mesa e fui comentar, com as pessoas que estavam por perto, como é relativamente fácil e intuitivo fazer coisas simples ao usar programas como os do OpenOffice e até mesmo o do próprio M$ Office, tarefas que, na minha opinião, não exigem algum treinamento tão rigoroso como naqueles cursos (em escolas “caça-níquel”, sim, aquelas mesmo, onde as “moedinhas entram e quem aposta naquilo não ganha nada e só perde dinheiro e tempo”, falarei sobre isso depois…risos) de informática básica de 1 ano, e que também não exige uma graduação técnica específica ou acadêmica (risos) para as tais tarefas. É algo simples, quem quer fazer e se interessa a resolver o próprio problema, e faz !
Uma questão até universalista, quanto ao uso de ferramentas para resolver os próprios problemas, que neste caso faço uma pequena comparação às tais suítes de escritório, e usá-las sem precisar de “cursos”…
É só se interessar e querer resolver o próprio problema e dar o primeiro passo para isso, no início é difícil, mas quem disse que a vida é fácil ?
Afinal quem quer aprender algo se vira, se minimamente lógico e usa a internet, então se vira no google…risos
Bom, (pseudos) universalismos, literatices e/ou filosofias a parte, depois de ter dito tais palavras, o tal diálogo ficou intenso.
A confusão começou mesmo quando eu disse que o que foi feito era simples, e quem estivesse interessado mesmo e quisesse aprender de verdade, eu ensinaria e a tal pessoa poderia ter ajudado e teria visto como as coisas são relativamente fáceis quando se toma iniciativa e faça algo com boa vontade e interesse para aprender. Eu disse em um tom de voz sereno com a intenção de tentar despertar, em quem ouvia, o interesse de aprender as tais ferramentas. Algo no estilo: “tá vendo, é só querer e se interessar, não é difícil assim para aprender”…
E ainda eu completaria falando que “fazendo de tal forma é mais simples aprender e não precisa gastar com cursos e até …”, Antes de terminar o que eu estava dizendo, fui abruptamente interrompido pela pessoa que tem 18 anos com uma sonora “indelicadeza” (ou esporro, se preferir…):
“Ah para você tudo isso é fácil, claro você meche com isso e passa o dia inteiro garrado no computador.”
(…)
“Ah! Eu não gosto, e não quero, não gosto de fazer isso ou aquilo, comigo tem que ser do meu jeito…”
Depois de ouvir calado, fiquei pasmado com 3 coisas: 1, como existem pessoas tão acomodadas; 2, como existem pessoas tão precipitadas ao ponto de ignorarem o que ouvem sem saber realmente o que será dito; e 3, e fazendo as 2 coisas anteriores, como essas pessoas conseguem ser agressivas, prepotentes e mal educadas.
Não deixei barato, friamente eu perguntei: Conhecem a historinha do “Não posso, não quero e vou tentar” ?
Me interromperam novamente, dessa vez a pessoa que tinha quase 60, que disse:
“Não nos encha com besteiras. Saia daqui e vá arrumar algo interessante para fazer…”
(…)
Mais pasmado pensei comigo: “Putz, a de quase 60 que deveria dar o exemplo foi na onda da que mal tem 20 anos!”.
Sem mais comentários. Até por que ainda estou tão “puto” com o que aconteceu que vomitaria as minhas críticas aqui e este pequeno texto acabaria por parecer uma novela com um enredo de muito mal gosto…risos
(…)
Por fim cheguei a conclusão que fui agredido “verbalmente” por essas duas
pessoas. Fui lá com boas intenções incentiva-las a ver as coisas de uma maneira diferente, e é claro, se interessassem mesmo em me ajudar então seriam recompensadas.
E no entanto mal pude dizer o que queria e fui agredido por essas 2 pessoas “ignorantes”, e pior, também acomodadas. Foi o que me mostraram, e infelizmente me mostram.
(…)
Quanto a estorinha do “Não posso, não quero e vou tentar”, a título de curiosidade:
NÃO POSSO era um rapaz vadio e muito covarde.
Quando lhe pediam que fizesse alguma coisa, dizia que não podia, ainda mesmo sem ter experimentado. Se lhe faziam uma pergunta, respondia: “Não sei”.
Se tinha que estudar uma lição, saia com esta: “Não posso”.NÃO QUERO não era vadio e nem estúpido, mas tinha mau gênio, era teimoso. Se lhe passava pela cabeça não fazer uma coisa, não havia meio de convencê-lo a mudar de idéia. Se NÃO QUERO ficava amuado, seus colegas não conseguiam, por mais que insistissem, levá-lo a uma excursão ou divertimento. Aborrecia os outros porque só queria fazer o que bem entendesse, em tudo e por tudo. O fato é que ninguém gostava dele.
VOU TENTAR era um rapaz franzino e pequeno, mas tinha muito ânimo e persistência estava sempre pronto a tentar o sucesso.
Costumava dizer: – “Não sei se posso, mas vou tentar”.
Algumas vezes não conseguia, mas quase sempre era capaz de fazer o que
experimentava.
Um dia, interrogado na aula de matemática – respondeu: “Não sei como resolver o problema, mas vou tentar”.
Então o mestre lhe disse: – É o que espero – jovens que queiram e se interessem a experimentar a própria capacidade”.Nos estudos, VOU TENTAR era o primeiro da classe.
NÃO POSSO era o último da sua e NÃO QUERO abandonou a escola.
Hoje, estão todos homens feitos.
NÃO POSSO é criado de um senhor muito exigente chamado É PRECISO.
NÃO QUERO é soldado raso que obedece ao capitão DEVE.
VOU TENTAR é sócio da grande firma FELIZARDO & CIA.(…)
Não tenho certeza da origem deste texto e não sei quem o escreveu. Também não lembro onde eu o encontrei, e quando o encontrei, penso que o texto deve ser de algum livro de “Educação Moral e Cívica” usado na década de 60/70.
Também não sei como e nem por que quando a tal confusão acontecia eu lembrei do tal texto.

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